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O Nordeste, o Sertão e as Secas


Sertão

Região de domínio do clima semi-árido, com vegetação de caatinga, destacando-se a pecuária extensiva de corte, com baixo rendimento.

Cultiva-se o algodão no Ceará e na Paraíba; nos vales secos dos rios é praticada a cultura de vazante. O Sertão possui significativas áreas mineradoras, tais como: Jaguarari (BA), produtora de cobre; Brumado (BA), produtora de magnesita.

A área do Polígono das Secas tem um índice pluviométrico variável de 300 a 800 mm/ano. Essa condição é agravada pela elevada média térmica, que contribui para a grande evaporação, a qual, somada à grande irregularidade na distribuição das chuvas, explica a semi-aridez da região.

A falta de chuvas regulares no Nordeste resulta de três fenômenos, segundo técnicos do INPE: a temperatura da água do Oceano Atlântico, o fenômeno El Niño, no Pacífico, e a pouca umidade atmosférica.

Segundo técnicos do INPE e cientistas da USP, a região atingida pelas secas é muito menor do que a delimitada pela Sudene. Na verdade, há uma “indústria da seca” exagerada para atrair verbas federais.

A seca no Nordeste é um problema sócio-político e não climático, pois já existe tecnologia capaz de garantir o sucesso da atividade agropecuária em regiões semi-áridas. Mas o que se criou foi uma indústria da seca que traz lucros aos grandes proprietários, em detrimento da grande massa da população.

A situação de pobreza do Nordeste é ainda agravada pela alta natalidade e pela concentração fundiária.

O Nordeste, o Sertão e as Secas
NORDESTE: REGIÕES FISIOGRÁFICAS

Seca

Mais uma vez, a Região Nordeste do Brasil é assolada pela seca, resultado da sobreposição de dois regimes secos. A estiagem estendeu-se por toda a região do Polígono das Secas, que abrange municípios do Sertão nordestino e do norte de Minas Gerais.

Para enfrentar o problema das secas que assolam a região e para tornar o Sertão, ou pelo menos parte significativa dele, efetivamente produtivo e inserido no contexto econômico regional e nacional, a solução parece estar no rio São Francisco, que beneficiaria a região por meio de um amplo projeto de irrigação de terras.

A Sudene pretendia implantar nessa região um projeto de irrigação, que seria o mais amplo, jamais visto no país. Tal projeto teria como base as águas do rio São Francisco, que teria suas águas desviadas para o Sertão através de canais e de um complexo sistema de bombeamento, e utilizadas na perenização de rios no interior dos Estados, principalmente em Pernambuco.

Experiências de irrigação de terras implantadas pela Sudene, sob a coordenação da Codevasf, foram muito bem-sucedidas. O Sertão baiano é hoje um grande produtor e exportador de frutas. A Bahia produz mais vinhas do que o Rio Grande do Sul, tradicional produtor.

Mas, apesar dos benefícios que seriam trazidos por esse projeto, são muitos os obstáculos técnicos para sua implantação. A começar por seu elevado custo. Além disso, deputados baianos são contrários a uma intervenção no leito do rio São Francisco, pois afirmam, e com razão, que, a jusante do ponto de intervenção, a vida econômica da região deverá ser alterada, sem mencionar os danos ao meio ambiente, ainda não devidamente avaliados.

Em agosto de 2001, o governo federal suspendeu a continuidade do projeto, pressionado pelo déficit fiscal.

O Nordeste, o Sertão e as Secas
NORDESTE: POLÍGONO DAS SECAS

SUDENE

Em maio de 2001, o governo federal decidiu pela extinção da SUDENE, tendo em vista problemas de corrupção que resultaram no desvio de R$ 1,7 bilhão. Os funcionários da antiga superintendência foram destinados a outras instituições federais e os planos, suspensos até que as análises demonstrem sua lisura. Termina, assim, a mais antiga superintendência, criada em 1959 pelo governo de Juscelino Kubitchek de Oliveira. No decorrer desses 42 anos, sua atuação sempre foi discutida e sua principal função, que era dirimir os problemas trazidos pelas secas e apoiar o desenvolvimento do Nordeste, nunca foi cumprida plenamente.

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